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Notícia de Livreiros e Impressores de Lisboa na 2ª Metade do Século XVI

Gomes de Brito (1843–1923)

História1 h 40 de leitura86 páginas

O começo — I

É em toda a extensão da Rua Nova, de um e outro lado dela, que, mercê de um valioso códice pertencente à Camara Municipal de Lisbôa 1 , nós vamos encontrar, de porta aberta, nos anos intermédios dos já preditos (1565 a 1567), não só alguns dos livreiros e editores já conhecidos dos que conversam o passado literário de Portugal, mas outros também, ainda até agora não mencionados.

Começando a juzante da formosa linha de água com a [7] qual a Rua Nova andava, se pode dizer, paralela, o primeiro que se nos depara é Bartholomeu Lopes, que não deixou de si, que saibamos, memoria averiguada, mas que poderá ser, porventura, membro de uma notável geração de livreiros deste apelido;―os Lopes. 2

Em 1563, isto é, dois anos, apenas, antes do primeiro dos dois a que o códice de onde extractamos estes apontamentos se refere, havia um Cristóvão Lopes estabelecido «à Porta da Sé», segundo se vê do titulo seguinte, que abreviamos, mas se pode ler completo em Inocêncio, Diccion. Bibliog. II, 166:

Gomes de Brito (autor) morreu em 1923; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1994.