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De Belém à Concha Breve

autoria não identificada

Poesia3 min de leitura2 páginas

O começo

Em 1691: \"De ſeu groſſeiro portal,\"</ref>\nNaõ ſò de pérolas concha,\nMas concha em que cabe hum mar.\n\nHoje os rios vão correndo,\nComo a centro natural,\nPorque como do mar nascem,\nAo mar vão todos parar.\n\nA ver os dous que de novo,<ref>Em 1691: \"A ver dous mais, que de novo\"</ref>\nO mar de amor quis lançar,\nQue ſao liquidas finezas,\nQue em novas enchentes faz.\n\nCorrendo vão derretidos,\nPor mais depreſſa chegar,\nQue quem chega mais depreſſa,\nHe quem ſe derrete mais.\n\n''Eſtribillo.''\n\nRios de prata,\nDe neve, & criſtal,\nCorrei a eſte centro,\nEſte mar buſcai,\nQue nele o morrer,\nHe nunca acabar.\n\n''II.…

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