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Lapenda e os Velhos Gramáticos

José Luiz Delgado

Crônica e ensaio3 min de leitura3 páginas

O começo

Era um homem de bem. Era humilde e bom. E, por acréscimo, como ainda sabia o idioma! Fazia parte de uma geração admirável, não apenas de professores de português, mas de exímios conhecedores da língua, um José Lourenço, um José Brasileiro Vilanova, um Adauto Pontes. Esse correto e admirável Geraldo Lapenda, que há pouco perdemos, “misto de retidão, equilíbrio, energia e, paradoxalmente, brandura” (declarou Lucilo Varejão Filho ao saudá-lo, na posse como vice-reitor da Universidade Federal), sabia realmente o português. Não digo que sabia “as normas da língua culta” porque detesto esse eufemismo ridículo, só para evitar o nome “gramática”, que a uns tantos parece repugnante, e, pior, para…

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