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Capa de Alpujarra

Alpujarra

Adam Mickiewicz (?–1855)

Poesia2 min de leitura2 páginas

O começo

Jaz em ruínas torrão dos mouros; / Pesados ferros o infiel arrasta; / Inda resiste a intrépida Granada; / Mas em Granada a peste assola os povos.

C’um punhado de heróis sustenta a luta / Fero Almansor nas torres de Alpujarra; / Fluctua perto a hispanica bandeira; / Hade o sol damanhã guiar o assalto.

Deu sinal, ao romper, do dia, o bronze; / Arrasam-se trincheiras e muralhas; / No alto dos minarets erguem-se as cruzes; / Do castelhano a cidadela é presa.

Só, e vendo as cohortes destroçadas, / O valente Almansor após a luta / Abre caminho entre as imigas lanças, / Foge e ilude os cristãos que o perseguiam.

Sobre as quentes ruínas do castelo, / Entre corpos e restos da batalha, / Dá um banquete o Castelhano, e as presas / E os despojos pelos seus reparte.

Eis que o guarda da porta fala aos chefes: / «Um cavaleiro, diz, de terra estranha / Quer falar-vos; — noticias importantes / Declara que voz traz, e urgência pede.»

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