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Os Deuses da Grécia

Friedrich Schiller

Poesia3 min de leitura3 páginas

O começo

Quando, co' os tênues vínculos de gozo, / O' Venus de Amathonte, governavas / Felices raças, encantados povos / Dos fabulosos tempos;

Quando fulgia a pompa do teu culto, / E o templo ornavão delicadas rosas,

Ai! quão diverso o mundo apresentava / A face aberta em risos!

Na poesia envolvia-se a verdade; / Plena vida gozava a terra inteira; / E o que jamais hão de sentir na vida / Então sentião homens.

Lei era repousar no amor; os olhos / Nos namorados olhos se encontravão; / Espalhava-se em toda a natureza / Um vestígio divino.

Onde hoje dizem que se prende um globo / Cheio de fogo, — outrora conduzia / Helios o carro de ouro, e os fustigados / Cavallos espumantes.

Povoavão Orcades os montes, / No arvoredo Doriades vivia, / E agreste espuma despejava em flocos / A urna das Danaides.

Refugio de uma ninfa era o loureiro; / Tantalia moça as rochas habitava;

Suspiravão no arbusto e no canniço / Syrinx, Philomela.

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