Trovas: Canções de Amor
António Florêncio Ferreira (1848–?)
O começo — I
Vês aquele enterro humilde, / Sem padre, sem cruz, sem nada? / Vês aquell'outro, pomposo, / Do templo a frente enluctada?
O primeiro é de um honrado; / Talvez o do outro o não seja… / Mas ambos, de igual doutrina, / São filhos da mesma Egreja.
O que me admira e me assombra / É o afeto desta mãe, / Que ao rico dispensa afagos / E ao pobre atira o desdém!
António Florêncio Ferreira (autor) morreu em 1914; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1985.