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A Morte de D. Ignez de Castro Cantata por Manoel Maria Barbosa du Bucage; A Que Se Ajunta o Episódio, Ao Mesmo Assumpto, do Imortal Luiz de Camões

Luís de Camões (1524–?)

PoesiaReligião e mito12 min de leitura10 páginas

O começo — +A ULINA,+ · SONETO.

Da miseranda Ignez o caso triste, / Nos tristes sons que a magoa desafina, / Envia o terno Elmano à terna Ulina, / Em cujos olhos seu prazer consiste.

Paixaõ que se a sentir não lhe resiste / Nem nos brutos certões Alma ferina, / Belleza funestou quase divina, / De que a memoria em lagrimas existe.

Lê, suspira, meu Bem, vendo hum composto / De raras perfeições aniquilado / Por mãos do Crime, à Natureza oposto.

Tu és cópia de Ignez, encanto amado, / Tu tens seu coração, tu tens seu rosto… / Ah! Defendaõ-te os Ceos de ter seu Fado.

Manuel Maria Barbosa du Bocage (autor) morreu em 1805; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1876.

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