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Epístola de Heloysa a Abaylard Composta no Idioma Inglês por Pope

Alexander Pope (1688–1744)

RomancePoesia17 min de leitura15 páginas

O começo

POR * * Mos.

LONDRES:

NA OFFICINA DE GUILHERME LANE,

RUA DE LEADENHALL.

1801.

III

Abaylard, e Heloyza viveraõ no duodecimo Seculo; merecendo neste a mais destincta Contemplaçaõ, assim pelos seus talentos, e Conhecimentos literários, como pelas qualidades externas, de que a Natureza liberalmente os tinha dotado, nenhuma coisa porem concorreo tanto para os fazer celebres, como a sua Paixaõ desgraçada: Depois de uma longa serie de infortúnios, se retirou cada hum deles a Mosteiros, aonde consagraraõ o resto de seus dias a exercícios de Religiaõ, e Penitencia.

IV

Sucedeu, que alguns anos depois da sua separação, uma Carta, em que Abaylard narrava a hum de seus Amigos todas as suas desgraças, chegou por cazualidade às mãos de Heloyza, despertou esta narração toda a sua ternura; e deu occaziaõ a esta famoza Carta, que pinta tão vivamente os Combates da Natureza, e da Graça.

1

Neste retiro quieto, Onde em morna solidaõ Levanta os olhos aos Ceos Cançada contemplação; No Lugar onde o Silencio Repouza profundamente Que movimentos perturbaõ Minh'alma com dõr veemente! Porque razão se extraviaõ Fòra do santo retiro Meus sentimentos profanos Porque motivo eu suspiro! 2E porque meu coração, De Amor o fogo esquecido, Inda será devorado Ja a cinzas reduzido? Que! Amarei ind'agora! Eis a Carta qu'elle envia, He o nome de Abaylard, Que inda bejo entre agonia; Nome fatal e querido! Nunca mais proferirei C'os meus lábios, a que os votos. Impoem do Silencio a lei: He para sempre encerrada Terna idia de Abaylar No coração, que não posso C'o a do meu Deos separar. Que minha Maõ…

José Nicolau de Massuelos Pinto (tradutor) morreu em 1825; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1896.