Como Cascavel Perdeu Cafelândia
autoria não identificada
O começo
Os primeiros moradores da atual sede de Cafelândia, ao chegar para se estabelecer no local ainda nos tempos do ciclo da erva-mate, não encontraram um sinal muito promissor do grande desenvolvimento que viria a partir da década de 50 do século passado. Ali eles se depararam com um símbolo de morte, que poderia até causar má impressão a quem chegava com tantas esperanças de progresso e confiança no futuro: à beira de um riacho eles encontraram uma urna mortuária abandonada pelos ervateiros paraguaios. Esse achado impressionou tanto que o lugar começou a ser conhecido justamente pelo nome de “Caixão”.
Caixão, portanto, foi o nome que aquele ataúde fúnebre deu ao rio e denominação que também se estenderia ao futuro povoado. O local, até então, como todas as localidades que se formariam a partir de então – como já havia acontecido com Cascavel, Toledo e vários outros futuros aglomerados urbanos –era desde o século XIX um simples “pouso”, ou seja, um acampamento de passagem dos ervateiros.
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