As Farpas: Crônica Mensal da Politica, das Letras e dos Costumes (1873-01/02)
autoria não identificada
O começo
Ironia, verdadeira liberdade! És tu que me livras da ambição do poder, da escravidão dos partidos, da veneração da rotina, do pedantismo das ciências, da admiração das grandes personagens, das mystificações da politica, do fanatismo dos reformadores, da superstição deste grande universo, e da adoração de mim mesmo.
P.J. PROUDHON
SUMMARIO
As ideias no parlamento e a imobilidade egípcia. O discurso da corôa. Os partidos. As formas do governo. Governo livre e governo despótico. Republica ou monarquia? A nossa questão, e o nosso voto. Qual é o governo que nos espera. As maiorias e as oposições. Perfil da sociedade portuguesa. O descontentamento geral. A nossa inteligência, a nossa virtude, o nosso direito à liberdade—Reforma do exercito e dos estribos—As conspirações, as revoltas e as opiniões do parlamento—O enterro da senhora duquesa de Bragança.—Um conselho à força armada.—Prova-se que a câmara dos deputados não tem amolecimento cerebral. Uma figura de retórica. O ex-rei Amadeu e vários outros personagens históricos…
Ramalho Ortigão (organizador) morreu em 1915; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1986.