Perfeição das Obras de Deus
autoria não identificada
O começo
A filha. —Oh! mamã quebrou-se-me a agulha.
A mãe. —Vou-te dar outra.
A filha. —Como se fazem as agulhas, mamã?
A mãe. —Vê se adivinhas.
A filha. —Não sei, mamã.
A mãe. —Conheces os metais?
A filha. —Conheço mamã; tenho lá dentro muitos bocadinhos dentro de uma caixa.
A mãe. —Ora muito bem, diz-me lá, as agulhas são de pau, de pedra, de mármore?
A filha. —Oh! não; são de metal; mas de que metal?
A mãe. —Antes de perguntar qualquer coisa, vê sempre se a adivinhas primeiro.
A filha. —Ora espere!… uma agulha é de metal: não é de prata, porque não é branca; não é de oiro, porque não é de um lindo amarelo muito brilhante; não é de cobre, porque não é de um amarelo muito feio, que cheira mal… Então é de ferro, mamã?
A mãe. —Adivinhaste.
A filha. —Mas, mamã, o ferro não é liso e brilhante como as agulhas.
A mãe. —É que é primeiro polido e preparado de certo modo, e depois já se não chama ferro, é aço.
A filha. —Bem, as agulhas são de aço. Agora quero adivinhar como é que as fazem.
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