
Cantos Sagrados
Manuel de Arriaga (1840–1917)
O começo — MANOEL D'ARRIAGA
LISBOA / MANOEL GOMES, Editor / LIVREIRO DE SUAS MAGESTADES E ALTEZAS / 70—RUA GARRETT (CHIADO)--72 / 1899
Pág. III
Às almas piedosas e cultas em cuja convivência encontrei conforto, fortaleza e fé na bondade e na virtude, e
Às próximas gerações futuras, a quem compete a integração do destino humano segundo o novo Ideal de Justiça oferece e consagra estes Cantos
O SEU AUCTOR.
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A exemplo do lavrador que nas tardes melancólicas do outono, antes que chegue o inverno, recolhe os frutos das suas pequenas herdades, nós, neste período calmoso da existência em que entramos, e primeiro que a morte nos venha trazer, com a paz da sepultura, a melhor compensação dos nossos longos sofrimentos, deliberámos recolher e selecionar as poesias que escrevemos no longo período de trinta e dois anos, que decorre desde 1867 até hoje e que, com rarissimas excepções, devidas quase sempre a inconfidencias e curiosidades damigos, são todas ainda hoje inéditas.
Manuel de Arriaga (autor) morreu em 1917; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1988.